chá

interiors. ideas. emotions. life.

o guardador de rebanhos

Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.

- fernando pessoa, 1914

fotografia: pedro martins. mais imagens aqui.

totalmente despropositado

queridos unicórnios, bem sei que têm sentido a minha falta (sempre quis começar um post ao estilo da saudosa pipi e este pareceu-me adequado). acontece que tem reinado por aqui um feitiozinho asqueroso  que só pode resultar deste cocktail hormonal que é a gravidez. daí, a pouca vontade de escrever. ou pelo menos de escrever coisas agradáveis. de maneira que, a fim de evitar disparates, opto pelo silêncio. (não desfazendo no nosso aníbal, está claro.)

no entretanto, tentei resolver a questão com doses absurdas de chocolate, nomeadamente chocolate quente indecentemente espesso, mas a única coisa que consegui foi ficar enjoada.  já foi há dias ainda me custa olhar para a imagem. blhac.

mais alguém por aí com problemas semelhantes? (falava da gravidez. do aníbal, já se sabe. somos uns milhões)

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