“moments caught in a trap”

by catarina clemente

Esta ideia é tão simples e tão genialmente boa que queria ter sido eu a tê-la. Não fui. Saiu da cabecinha efervescente do meu amigo Chuva. 

Há dias, no meio de uma conversa, revelou-me que tinha usado ratoeiras para pendurar fotografias. Eu quis ver, claro. E pedi-lhe imagens. Aqui fica uma.

 

Claro que não resisiti (nem sequer tentei) ao plágio e, a caminho da escola fui direitinha à minha drogaria favorita  (onde um senhor super-simpático já com uma certa idade fica sempre espantado e divertido com as minhas compras e sobretudo com os destinos pouco habituais que lhes dou) para comprar um par de ratoeiras novinhas a estrear.

Agora tenho de confessar-me um bocadinho decepcionada e até invejosa pois as minhas, claramente,  não são tão giras. (Aparentemente, em terras de sua majestade até os pequenos crimes domésticos se praticam com mais estilo.)

Entretanto, inspirada pela frase que dá título a este post e que é também da autoria do mesmo senhor, dei comigo a pensar no seguinte: Nem sempre (e por razões diversas) os nossos “momentos” são captados em fotografia. Mas quantos de nós já não guardámos um talão de pagamento de um jantar especial,  uma flor, uma bilhete, um pedaço de tecido…  que depois acabámos por (na melhor das hipóteses) esconder dentro de uma caixinha? Porque não colocá-los em exposição – ao mesmo tempo que os  “prendemos”  para sempre? OK, é só uma ideia. Mas de uma coisa estou certa.  A  minha relação com este produto –  que nunca me mereceu a mínima admiração (antes pelo contrário) –  nunca mais será a mesma.

  

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