chá

interiors. ideas. emotions. life.

Month: November, 2010

siamo fratelli

Obrigada, Graça.

São lindas!!

Nunca é demais dizer que ADORO O TEU TRABALHO!

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finalmente, a lucidez

“Ora até que enfim…, perfeitamente…
Cá está ela!

Graças a Deus …

Que tudo quanto dei me voltou em lixo,
E, como cuspo atirado ao vento,
Me dispersou pela cara livre!

Que tudo quanto pensei me faz cócegas na garganta
E me quer fazer vomitar sem eu ter comido nada!

Graças a Deus, porque, como na bebedeira,
Isto é uma solução.
Arre, encontrei uma solução, e foi preciso o estômago!”

(adaptado de Álvaro de Campos)

 

chamar a si todo o céu com um sorriso

may my heart always be open to little
birds who are the secrets of living
whatever they sing is better than to know
and if men should not hear them men are old

may my mind stroll about hungry
and fearless and thirsty and supple
and even if it’s sunday may i be wrong
for whenever men are right they are not young

and may myself do nothing usefully
and love yourself so more than truly
there’s never been quite such a fool who could fail
pulling all the sky over him with one smile

– “may my heart always be open”, e. e. cummings

[que o meu coração esteja sempre aberto às pequenas
aves que são os segredos da vida
o que quer que cantem é melhor do que conhecer
e se os homens não as ouvem estão velhos

que o meu pensamento caminhe pelo faminto
e destemido e sedento e servil
e mesmo que seja domingo que eu me engane
pois sempre que os homens têm razão não são jovens

e que eu não faça nada de útil
e te ame muito mais do que verdadeiramente
nunca houve ninguém tão louco que não conseguisse
chamar a si todo o céu com um sorriso]


more fragments

Predomina o azul, nos últimos achados…

reutilizar

kitchen corner, originally uploaded by violeta from portugal.

 

nota para mim mesma

Não me esquecer do que escrevi a 8 de Julho:

“estabelecer objectivos para nós mesmos em vez de esperar mudanças nos outros e depois amuar quando eles – obviamente – não fazem o que nós queremos/imaginamos/sonhamos/desejamos.”

Praticar esta palavras mais amiúde não me fazia mal nenhum.

do campo

Se vou caminhar procuro, previsivelmente, flores. Ontem não foi excepção.

 

da pateira ao águeda

Percurso de 10 km, circular, com grau de dificuldade baixo/médio. A companhia, a paisagem  e a temperatura amena fizeram com que parecesse mais curto.

 

growing collection

Os mais recentemente encontrados, em diversos locais por onde tenho passado…

… e a “colecção”, se é que é legítimo designá-la assim.

Não se encontra organizada, nem classificada e admito não me sentir muito disposta a isso. Seria interessante tentar atribuir a cada fragmento um material, uma época, eventualmente o fabricante e quem sabe, descobrir a peça original de que possa ter feito parte, como o pedaço de um prato Blue Willow que encontrei há dias. Mas a verdade é que eu não possuo o verdadeiro espírito de coleccionador e confesso que o que me diverte mesmo é procurar e descobrir estes pedacinhos de passado a que pouca gente presta atenção, às vezes, nos locais mais inesperados. Só isso.

a few things about me

Gosto de sol. Gosto de luz, de espaço e de ar fresco.

Gosto do branco.

Gosto do que é simples. Do que é são, puro, natural, saudável.

Gosto do mar.

Não gosto do abstracto. Nem do lúgrebe. Nem do vulgar.

Não me interessam os discursos rebuscados, nem as palavras acessórias e inúteis.

Não me interessa a filosofia, nem a política.

Não gosto de exibições gratuitas de (pretenso) conhecimento.

Não gosto de opiniões que não foram solicitadas.

Não gosto que me julguem sem me conhecerem.

Não gosto que me espiem. Não gosto que me comparem. Não gosto que me analisem.

Não gosto de quem não sabe estar no seu lugar.

Não gosto da mentira. Não gosto do fingimento.

Gosto da honestidade. E da sinceridade.

Gosto da vida. Gosto de rir. Gosto de sonhar. Gosto de gostar.