eu a divagar: estranha forma de vida

by catarina clemente

as exigências da sociedade ocidental actual – onde o sucesso pessoal+profissional+material deixou de ser um direito para se constituir um dever, senão mesmo uma imposição, independentemente do preço a pagar – tornam lamentavelmente fácil esquecermo-nos de quem verdadeiramente somos.

distraímo-nos, e quando damos por isso, limitamo-nos a ser o que os outros esperam de nós ou nos fazem crer que é  melhor ou, simplesmente, mais conveniente.

de vez em quando, precisamos parar e respirar fundo. e concerdermo-nos a oportunidade de nos olharmos sob uma perspectiva diferente: aquela que é, efectivamente, a nossa.

esta reavalição pode revelar debilidades em muitas das assunções e presunções que fazemos acerca da nossa própria pessoa e, sobretudo, permitir-nos reajustar o nosso percurso numa direcção mais proveitosa.

[imagem: SayingImages.com]

can i answer later?

i need a deeper insight into myself

adenda 

“Num certo sentido, é necessário, como disse o oráculo grego, conhecer-se a si mesmo. Essa é a primeira meta do conhecimento. Mas reconhecer que a alma do homem é incognoscível é o objetivo supremo da sabedoria. O mistério final somos nós mesmos. Quando tivermos conseguido pesar o sol na balança e medido os degraus da lua e desenhado o mapa dos sete céus, estrela por estrela, ainda restaremos nós. Quem poderá calcular a órbita da própria alma?”

– Oscar Wilde,  De profundis

 

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