chá

interiors. ideas. emotions. life.

Month: May, 2011

life [is beautiful as is]

[cod-fish-ships]

preferia não ter de recorrer a frases feitas, mas é um facto: a inspiração está em toda a parte.

e neste conjunto de imagens – com os seus tons de cinzento e branco, as texturas naturais da madeira e das cordas, a oxidação do metal, as letras e os algarismos – encontro um verdadeiro quadro de inspiração para a decoração de interiores.

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

❤❤❤

[party time]

e para me manter fiel ao registo “frases feitas”…

se é verdade que um casal sem filhos pode sentir-se relativamente deslocado numa festa de miúdos, também é verdade que o melhor do mundo são as crianças. mesmo.

mas o que realmente me deixou inspirada? que, em vez de pagar por um super-bolo industrial, a minha amiga tenha escolhido fazer um bolinho caseiro, com aquele ingrediente “secreto” que só as mães possuem. uma delícia.

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

Advertisements

companhia de papel do prado

nova “visita de estudo” no campo da exploração urbana.

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

em breve, mais fotografias aqui

may giveaway

and the winner is…

(drum roll, please)

….

marisa!!!!!!! parabéns!!!!!!

 

 

today’s soundtrack

mariama, remi & valete in  diversidad experience

Like a ship that sails
On the seven seas
Needs a captain
That’s just how my life needs me
Every day brings a million opportunities
And it’s my own choice
What to make of it
Like a cat that always
Falls on her feet
I have made mistakes but I got over it
In my heart I cherish all the memories
Of the good people I met
And the place I’ve been

Chorus

My bags are packed – I’m on my way
The sun comes up – I’m on my way
Wind is whistling in my ears
The road awaits – I’m on my way
Good things have come to an end
And here I am – coming home again

I saw the world through new eyes
Reached out and found a friend
I touched a soul and gave my all
I’d do it all again.
The little things that fill my heart,
I’ll bring them with me when we part,
And no regrets, my head is high,
I wrote my name across the sky,
Time is on my side and served me well
But time has come by to say farewell
The time is on my side,
And the road is open wide…

Chorus

My bags are packed – I’m on my way
The sun comes up – I’m on my way
Wind is whistling in my ears
The road awaits – I’m on my way
Good things have come to an end
And here I am – coming home again

Eu só preciso do sorriso da minha mäe
Daquele olhar, daquele calor, daquele amor que só ela tem
Só preciso de estar deitado com a minha amada ser o rei
E sentir que no mundo não há mais ninguém

Só preciso duma rima em cima dum beat do Sam
E sentir que o mundo treme quando eu escrevo
Só preciso dos meus manos no meu AP,
A ver um derby na tv a gozarem – me quando eu fervo

Só preciso dum cd dum r.a.p na minha AP
Para ficar à mercê de cada som
Só preciso de estar na cozinha, a temperar galinha
Para fazer aquele kalulu tão bom

Só preciso duma conversa que não cessa com o meu pai
Para aprender e para crecer ainda mais.
Eu podia ter asas, ir até Milano ou Praga
Mas n há nada mano como estar em casa

Chorus (x2)

My bags are packed – I’m on my way
The sun comes up – I’m on my way
Wind is whistling in my ears
The road awaits – I’m on my way
Good things have come to an end
And here I am – coming home again

today’s soundtrack

chá na literatura

«- Vais tomar chá, não vais, Dorian? E tu também, Harry? Ou será que te opões a prazeres tão simples?

– Eu adoro prazeres simples – respondeu Lord Henry. – São o último refúgio das pessoas complexas

– oscar wilde in o retrato de dorian gray

diy: como tingir um canídeo de cor-de-rosa

instruções:

1- deixar uma caneta, neste caso vermelha, ao alcance do indivíduo

2- ir à vidinha

3- distraír-se tempo tempo suficiente para que o indivíduo roa o invólucro da tinta, derrame parte da mesma sobre o sofá e a restante sobre si próprio. (poucos segundos são (mais que) suficientes)

4- deixar de lado eventuais preocupações quanto à quantidade de tinta que o indivíduo possa ter ingerido e  consequentes danos causados à sua saúde

5-  lavar o indíviduo com água abundante e shampoo, com principal incidência sobre as áreas afectadas.

7- secar o indivíduo.

está feito. com sorte, e tendo esfregado bastante, terão conseguido apenas umas subtis nuances cor -de-rosa.

nota: o ponto 4 poderá exigir alguma experiência da vossa parte. será tanto mais fácil não se preocuparem, quanto maior a variedades de items perigosos que o vosso espécime já tenha ingerido anteriormente.

tenho muita pena de não vos mostrar o scott tingido de vermelho vivo (a minha primeira reacção foi lavá-lo e não fotografá-lo). era uma imagem que tinha tanto de cómico quanto de assustador.

no meio da paródia, uma outra criatura, de orelhas legitimamente cor-de- rosa, manteve-se incrédula e perplexa face a tanto disparate.

balanço final:

  • yorkshire em versão hello kitty
  • sofá estilo “não-sei-que-lhe-faça”
  • almofada nova “paw-dye”
  • cão idoso a pedir asilo numa casa menos insana
  • dona à beira de um ataque de nervos

como sempre: podia ter sido pior.

today’s soundtrack

We touched the wall’s of the city streets and,
Didn’t explain,
Sadly showed us our ways,
Of never asking why?

Cast down it was heaven sent (and),
To the church no intent to repent,
On my knees,
Just to cry.

Until you travel to that,
Place you can’t come back,
When the last pain is gone,
And all that’s left is black.

Burning nights, he’s coming to me and,
Someway, he’ll punish my deeds,
And he’ll find,
All the crimes.

But then they ask, when they gunna see them,
Then they gunna ask to feel,
The ghost, the walls, the dreams,
Well I’ve got mine.

At last, those coming came and,
They never looked back,
With blinding stars in their eyes,
But all they saw was black.

Fooled them,
Hoping to seem like a sliver of evil,
But the part agreed and,
It’s not a mask,
So be honest with me,
We can’t afford to ignore,
That I’m the disease.

Practical, since we had to be in,
When they were all looking back to me,
And they tried,
Oh they tried.

And when you follow through,
And wind up on your back,
Looking at up at those stars in the sky,
Those white clouds have turned it black.

decadência

Sequer há conclusão? Sequer há morte
nas palavras deixadas pelos recantos
mais sujos e perdidos do seu norte?

– luis filipe castro mendes

longe vão os tempos áureos de uma empresa que já foi líder de mercado.

mais imagens desta visita de estudo, em breve, no sítio do costume.

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

fotografia: pedro martins|catarina clemente

Ruins capture the viewers imagination with their ability to tell stories; they are a window into human histories, silent rooms with dust covered furniture, discarded objects that are left behind and a smell of mustiness lingering in the air echoeing a past long gone.

I feel that one of the most powerful aspects of a ruin is the subject that’s missing in the photograph – the people who once worked and lived in these places – their presence can still be felt.

– brian wells, photographer

bla bla bla: os aquários e eu

archiquarium by karl-oskar ankarberg

por influência da metade, que é um aficcionado, sinto-me por vezes tentada a ter um aquário.

porém, a coisa entre mim e os aquários é a seguinte:

  • aquários têm água. logo, gosto de aquários. muito.
  • aquários dão trabalho. exigem esforço e dedicação. logo, gosto menos de aquários. bastante menos.
  • aquários transmitem calma e serenidade. logo, gosto  de aquários. outra vez.
  • aquários precisam de trambolhos equipamento que reproduza, na medida do possível, as condições ‘naturais’. acontece que é este mesmo equipamento que fica ali o tempo todo a lembrar que aquilo não é natural. logo, já não gosto assim tanto de aquários.

como vêem, os aquários e eu temos assuntos a resolver.

mas passemos ao cerne da questão. a minha verdadeira coisa com os aquários.

antes, permitam-me que faça um alerta. a minha fixação com a decoração é conhecida num raio generoso de quilómetros. mas até onde sou capaz de sacrificar o pragmatismo em favor da estética só quem já teve coragem de viver comigo pode avaliar.

avancemos.

a coisa é que não consigo gostar de aquário nenhum. e aqui refiro-me ao hardware.

posto isto, normalmente, decido desistir da ideia.

mas depois acontece-me estar a ver um filme – como sempre dividida entre acompanhar o argumento e reparar nos interiores – e vejo o aquário. o meu aquário. mas a morte do peixe pouco contribui para o enredo, o suficiente para nos fazer desconfiar do autismo da criança, e a cena passa depressa demais deixando-me sem tempo para dissecar detalhes.

e andamos nisto.

vemos peixes, pesquisamos peixes, falamos de peixes, admiramos peixes…

caixinha onde os enfiar é que não.

até ver.