engineering meets poetry [gears]

by catarina clemente

Na minha tosca engrenagem,
de ferrugenta sucata,
há qualquer mola de lata
que não se distende bem,
qualquer dessorada glândula
ou nervo que não se enfeixa,
qualquer coisa que não deixa
deflagrar essa girândola
de timbres que o riso tem.

– antónio gideão

“o autor analisa a sua mecânica e os problemas que não o deixam rir.  a sua transmissão entre os movimentos está mal feita. as molas da engrenagem são feitas de um material pouco resistente  e não se conseguem distender bem. as glândulas que constituem a sua mecânica estão estragadas e os seus nervos não se conseguem ligar entre si. estas avarias na sua “mecânica” não deixam provocar o seu riso.”

desta forma se conclui que a falta de alegria pode ser,  essencialmente, resultado de uma avaria no sistema de transmissão

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