chá na literatura

by catarina clemente

“Num canto mais escuro a prima Angélica não levanta a cabeça de sobre a meia. Tanta inveja ruminou que desaprendeu de falar. Chega o chá, toma o chá, e apega-se logo à mesma meia, a que mãos caridosas todos os dias desfazem as malhas, para que ela, mal se erga, recomece a tarefa. […] Passou um minuto ou um século?”

– raul brandão,  húmus, 1917

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