chá na literatura

by catarina clemente

“A mulher sentava-se ali, sempre à mesma mesa, entre as nove horas da manhã e o meio dia. Pedia torradas, chá preto e um pouco de mel. Saboreava as torradas lentamente. Adoçava o chá com duas colheres de mel, e depois deixava-se ficar, longos minutos, contemplando pela vidraça o alegre espectáculo dos jacarandás em flor. Finalmente, tirava da bolsa uma esferográfica e um caderno de capa cor-de-rosa e punha-se a escrever. O que me chamou a atenção foi o facto de ela nunca olhar para o caderno enquanto escrevia.”

-josé eduardo agualusa, passageiros em trânsito

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