chá

interiors. ideas. emotions. life.

Month: September, 2011

boas ideias

Decorar com elementos da natureza é sempre boa ideia.

Imagens via storage ans glee, martha stewart e sweet young journey.

os portadores de sonhos

[…] Foi assim que proliferaram no mundo os portadores

de sonhos,

atacados ferozmente pelos portadores de profecias

que falavam

de catástrofes.

Foram chamados iludidos, românticos, pensadores de

utopias,

disseram que as suas palavras eram velhas

-e de facto eram porque a memória do paraíso

é antiga

no coração do homem –

os acumuladores de riquezas  temiam-nos

e lançavam os seus exércitos contra eles,

mas os portadores de sonhos faziam amor

todas as noites

e do seu ventre brotava a semente

que não somente portava sonhos mas que os

multiplicavam

e os faziam correr e falar. […]

– gioconda belli

[…] Así fue como proliferaron en el mundo los portadores sueños,

atacados ferozmente por los portadores de profecías

habladoras de catástrofes.

Los llamaron ilusos, románticos, pensadores de utopías

dijeron que sus palabras eran viejas

y, en efecto, lo eran porque la memoria del paraíso

es antigua al corazón del hombre.

Los acumuladores de riquezas les temían

lanzaban sus ejércitos contra ellos,

pero los portadores de sueños todas las noches

hacían el amor

y seguía brotando su semilla del vientre de ellas                                                                                                                                                            

que no sólo portaban sueños sino que los

multiplicaban y los hacían correr y hablar. […]

boas ideias

Recuperar um aparador clássico com madeira reciclada, utilizar as tradicionais caixas com rede mosquiteira (ainda se vendem nos mercados) para guardar livros ou fazer um embrulhos com folha de jornal, fitas e um raminho de alecrim…

Todas as ideias são daqui.

 


fragmentos de lourizela

Lourizela é uma aldeia perdida nas faldas das serras de Águeda. Aldeia rústica, com poucos habitantes à semana, é ao fim de semana que ganha o movimento de outrora, nas suas ruas estreitas e sem saída, onde mal cabe um automóvel, esta aldeia recomeçou a cativar os seus filhos e alguns forasteiros. Têm sido reconstruídas várias casas, o que lhe está a dar uma nova vida.”

Em termos de “arqueologia de jardim”, revelou-se terreno fértil.

chá na literatura

“So, upon awakening, I pad into my kitchen and push the button on a Japanese hot pot to boil water while I spoon cut tea leaves into a little metal brewing ball. I drop the ball into my cup, fill it with boiling, wait a few minutes for it to steep, and my tea is ready o drink. Fast, efficient, easy to clean.

Why I’m so attached to my teapots?”

– donald a. norman in “emotional design”

laundry bag

Nas casas onde vivi antes, costumava utilizar um cesto para a roupa suja ou, influenciada pelas tendências mais recentes, a tulha encastrada no móvel.

Comecei a usar o saco como solução provisória  quando mudámos para esta casa, mas acabei por me render a ela.

Primeiro, porque é muito prático tanto para guardar a roupa como para a transportar da casa de banho até à máquina de lavar.

Além disso, como a capacidade do saco é relativamente pequena, evitam-se grandes acumulações de roupa suja.

Outra vantagem é ocupar muito pouco espaço (temo-lo pendurado atrás da porta da casa de banho).

E, finalmente, mas não menos importante, trata-se de uma solução de baixo custo e que complementa a decoração.

Não se pode pedir mais, pois não?

O saco cá de casa veio dos armazéns Fernandes, Mattos & Companhia.

“Onde outrora se venderam tecidos, fazendas e colchas, vendem-se, hoje, bordados e têxteis para o lar e objectos decorativos. A empresa fundada em 1886 teve de se adaptar aos tempos modernos. O primeiro andar está alugado aos donos da loja A Vida Portuguesa.” No número 20 da Rua das Galerias de Paris, no Porto.

Também gosto muito dos sacos da izola publicados há uns dias aqui.

ready to go! (better late than never…)

se a marisa vivesse longe, já teria recebido a prendinha há que tempos. como é vizinha, o embrulho andava por fazer desde maio. não é triste?..mas, mais vale tarde do que nunca, e o embrulho está feito. finalmente! agora só falta mesmo a entrega.

é estupidez mesmo

fico espantada com a facilidade com que se começa uma discussão. qualquer nada é pretexto para explodir e, de preferência, passar à agressão física.

primeiro penso: será da crise, da troika, dos impostos, esta mistura cáustica pronta a eclodir que algumas pessoas carregam consigo?…

mas quando assisto a uma cena (*) protagonizada por uma destas alminhas e tomo atenção ao que afirmam…  … … quando tenho de ouvir o betinho do ferrari  justificar uma agressão grave porque alguém lhe “tocou no iphone” ou sou obrigada a ver a parvinha histérica a gritar do alto da sua estupidez “não fazem ideia de quem eu sou filha” só porque foi chamada à atenção por uma infracção de trânsito, deixo-me de ingenuidades!

esta gente não teme a crise, nem o desemprego, nem a instabilidade. esta gente anda cheia de si mesma, do seu estatuto, das posses que possui e das que finge possuir. e ai de quem se atreva a ameaçar-lhes algum galhaderte. esta gente caminha entupida mas não é de preocupação. é de arrogância.

não, não é da crise. é estupidez mesmo.

mas fico assustada. porque é com este tipo de seres que eu e os meus somos obrigados a partilhar ruas, estradas, restaurantes, cafés, escolas, … e eles não trazem um letreiro na testa a dizer “sou perigoso”.

e tenho a noção de que é altura de atestar o arsenal: calma, sorriso e silêncio. as melhores armas. por vezes, difíceis de usar. mas as mais efectivas.

(*) cena s. f.

1. Palco (1.ª acepção).
2. Cenário.
3. Arte dramática.
4. Subdivisão de um acto durante o qual as mesmas personagens ocupam a cena.
5. Teatro.
6. Conjunto de objectos que se oferecem à vista.
7. Espectáculo.
8. Panorama.
9. Vista, paisagem.
10. Comportamento ou reacção exagerada e sem motivação racional, geralmente originada por um capricho ou uma contrariedade.
11. Acção, acto ou facto que prende a atenção, que faz despertar qualquer sentimento.

afternoon tea… e pão caseiro

a sofia, a daniela e o andré, lembraram-se de nos oferecer uma máquina de fazer pão. ontem fizémos a primeira experiência e, embora o processo ainda tenha de ser afinado, estamos no bom caminho.

hoje ao lanche acompanhou com earl grey, trazido de terras de sua majestade pelo bob, e marmelada de maçã, feita pela minha mãe.

something old, something new, something borrowed, something blue and a silver sixpence in her shoe

fotografia: daniela silva, sofia silva