confortos de uma quarta feira cinzenta

by catarina clemente

O Outono decidiu, finalmente, brindar-nos com um dia característico desta estação do ano. Se não houver exageros, sabe bem.

Em dias assim, quando estou fora de casa, gosto de olhar para as janelas com luzes acesas e perceber pequenos detalhes de conforto nas casas dos outros: um compartimento à média luz, um candeeiro de mesa, um televisor ligado… e aquele bem-estar contagia-me.

Mas confesso: prefiro a perspectiva contrária. Enquanto lá fora o vento e a chuva fustigam as janelas, cá dentro tudo é aconchego.

O Scott e o Doggy, depois de um banho quente e da brincadeira da bola (da qual são ambos praticantes histéricos) adormecem no sofá. Eu faço uma pausa para chá que acompanho com o melhor queque de maçã do mundo (hoje fizeram-nos em forma de bolo de arroz) e que, para meu azar, se vende aqui  à porta de casa. Uso o açucareiro que veio do sótão da minha avó tal como as mantas de farrapo que agora protegem os sofás. Porque estar rodeada de objectos com significado acrescenta conforto.

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