chá na literatura

by catarina clemente

“Estávamos dentro de um balão de ar quente […]. Sobrevoávamos as terras de Lácio. Metzger cofiou o bigode enquanto bebíamos chá, as nuvens cruzando-se ao nosso lado como algodão doce. Depois ajustou a cartola e disse:

«Meu caro, o mundo é nosso.»
«Dificilmente», respondi. […]
«Pelo menos aqui em cima é nosso», insistiu Metzger. «Temos o nosso chá, temos o nosso lastro, temos o céu todo por nossa conta.»
«E quando pousarmos?»
«Não pousaremos.» […]
«Este balão é daqueles que apenas sobe.»”

– joão tordo, o bom inverno

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