chá

interiors. ideas. emotions. life.

Month: May, 2012

may giveaway

tinha planeado algo um pouco mais pessoal mas, por falta de tempo, vi-me obrigada a atalhar caminho. então cá vai. “quando a mãe era pequena”, é um livro escrito pela joana cabral que relata às nossas crianças factos tão inacreditáveis quanto o de ter existido um tempo em que havia um único telefone em casa, que “era da família toda e quando tocava não se sabia para quem era”. quem quiser habilitar-se a ganhar este exemplar só tem de deixar um comentário a dizer do que mais sente falta do tempo em era pequena. seja mãe ou não. podem candidatar-se até 10 de junho.

my giveaway

ser mãe em portugal

é verificar no talão da farmácia que todos os produtos adquiridos para o seu recém nascido pagam vinte e três por cento de iva

๏̯̃๏

que sou livre, dizem-me.
porém se quisesse ter outro filho
teria de o levar ao banco da esquina
porque sua é a minha casa.
o meu menino chamaria pai ao gerente
e mãe à caixa
aprenderia a andar com uma cadeira
de rodinhas de escritório
dormiria numa gaveta dos arquivos
e eu seria apenas um parente afastado
que lhe sorriria do meu lugar na fila.
passaria por lá de vez em quando com a desculpa de aumentar a hipoteca
só para ver como o criam
como o ar condicionado o afecta
se sabe enviar um fax
e se o gerente lhe oferece um jogo de frigideiras
pelo seu aniversário.

– ana pérez cañamares (tradução trapézio sem rede)

dorme, menina, dorme

e o amor é uma asa
esvoaçando sobre nós
a polvilhar de ternura
os timbres da nossa voz

– josé jorge letria
30.05.2012
30.05.2012
30.05.2012

monthaversary

e, de repente, já passou um mês.
1st monthaversary

morangos perfumados

morangos, açúcar, essência de baunilha, sumo de limão, hortelã da ribeira
morangos perfumados

three

A pregnant woman
lies at night by her man.
In her belly
a child moved.
“Put your hand on my belly,”
says the woman.
“What moved so lightly
is a tiny hand or leg
of our child.
It will be mine and yours
though only I have to bear it,”

The man nestles close to her,
they both feel the same.
In the woman a child moves.

And the three bodies pool their warmth
at night, when a pregnant woman
lies by her man.

– anna swir

my day in {neon pink} photos 26.05.2012

o ferro contra a anemia, ainda.
as gotas que eu criticava e a que agora também recorro em desespero de causa*.
ela, a preencher-me os dias e o coração.
eu, com 34 anos feitos hoje e mais completa do que nunca.

*porque a maternidade nos obriga a rever as nossas convicções mais profundas

my day in neon pink
my day in neon pink
27 days
my day in neon pink

may giveaway

tenho andando tão absorta nesta novidade de ser mãe que quase me esquecia que o chá faz anos. três. e mesmo que um bocadinho em cima do joelho vai haver, como sempre, um presentinho simbólico para uma leitora a sortear. ou leitor, porque não? mais informações dentro de dias.

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we seriously need to talk about happy things

ainda acerca da questão da honestidade na blogsfera.

“Há muita gente que diz que esta avalanche de blogs focados exclusivamente em coisas positivas e bonitas (…) é desonesta, por um lado, porque só mostra uma parte da vida e não o todo, e contraproducente, por outro, porque em vez de inspirar, dá azo a sentimentos de inveja e inadequação. (…) já fui comparada à Anita e muita gente me escreve dizendo que tenho uma vida perfeita porque faço arranjos de flores e bolos. Não será essa uma visão algo limitada? Toda a gente tem acesso às flores que crescem à beira da estrada, bem como a ovos, açúcar e farinha. Eu apenas escolho fazer algo com isso, e tento sempre tornar as coisas que faço o mais apelativas possível. E quando mostro um recanto de minha casa, é óbvio que limpei o pó e arrumei a confusão antes de tirar a fotografia! Mas isso não torna aquilo que mostro uma mentira — bem pelo contrário: partilhar estas coisas convosco faz de mim uma pessoa melhor, mais arrumada, mais rigorosa, mais briosa. O mesmo vale para a imagem de um bebé sorridente e bem vestido… essa imagem não significa que ele nunca chora ou que nunca tem fraldas sujas. O que vos interessa saber que tive grandes dificuldades em dar de mamar? Ou que o meu primeiro Inverno em Inglaterra foi bastante difícil? Ou que as minhas amigas têm roupa mais gira do que eu? Se eu choramingasse, o meu blog seria mais interessante? Quer-me cá parecer que seria uma grande seca…”

constança cabral

“I know that I personally have a blog that shares my daily life, but also distills it. I seek to create a space here that is free from my hangups and insecurities. A space that breeds creativity, and gives me the opportunity to seek out (…) “the magic in the ‘ordinary’ day”. This is important to me. It is crucial in my pursuit of happiness and fulfillment, to avoid lamenting about that which is going wrong, and instead celebrate and reflect on what is going right. My blog is a wonderful tool for me to do so, because when I sit down to write every day I can seize the opportunity to focus in on that which I have to be grateful for, and the things which makes my days feel whole.”

krista lord

“This blog, you see, is one (…) of the ways in which I remind myself of the joys, the beauty and the blessings around me each and every day. Writing here helps me to remember. And it helps me to see and look for those things, people and moments which do bring me joy. Writing about them helps me hold onto those moments. And I find myself wanting and making more space and opportunity for these kinds of moments to enter our days…and my heart. You see how that works? It’s a silly little ridiculous joy-addiction that feeds itself. (…)

I know the consequence to the particular ‘style’ of my writing could lead one to think there is nothing buy joy, and peace, love and knitting needles in my life – if you choose to read/see it that way.

What you see and read here are snapshots. Real, honest, true and sometimes deeply personal snapshots that capture parts of my life and how I see it.  But a snapshot is never complete or ‘whole’ of anything. I’ve never thought of my blog as a journal – this isn’t the locked up diary at my bedside. Of course there are days when I’m just trying to get through. Of course. The thought that anyone could think/say that what I’ve got going on here isn’t real or honest, or that what I write makes them feel inadequate – well, that just about breaks my heart. Because that’s the last thing I’ve ever wanted from this space. My goodness…quite the opposite, my friends. I write for me, but I hit “publish” each day in the hopes that somehow – someway – these little ramblings of mine could inspire you to look for, to follow, to perhaps even create a moment of joy and beauty in your own day.”

amanda blake soule

ah… então é assim?

não sabia. não sabia que quando vemos um filho sorrir*, o coração derrete e transborda. que tudo resto se encolhe e ofusca. que nada mais tem importância ou valor. não sabia, mas se me tivessem dito eu também não teria percebido. é preciso viver para entender.

* mesmo que seja um sorriso endógeno

carmo day 23